Nova USF do Lago Azul chega a 52% e entra na fase decisiva: entenda o passo a passo da obra que vai ampliar a saúde na região norte de Cascavel

A construção da nova Unidade de Saúde da Família (USF) do Lago Azul avançou para 52% de execução e já entrou em uma etapa decisiva do cronograma. A obra, que atende um pedido antigo da comunidade da região norte, é considerada estratégica para a ampliação do acesso à atenção básica, com impacto direto em consultas, vacinação, odontologia, enfermagem e serviços de apoio.

A unidade está sendo construída na Rua Marapendi, nº 1449, em uma área de quase 700 m², com investimento de R$ 3.775.000,00 e previsão de entrega em junho.

A seguir, o O Diário de Cascavel detalha como a obra foi planejada, quais são as etapas do projeto, o que está sendo executado agora e como será a transição para a nova estrutura sem interromper o atendimento.


Como a nova USF está sendo construída

Diagnóstico e necessidade da região

O ponto de partida é o mapeamento das demandas da área de cobertura do Lago Azul e bairros do entorno. A USF é porta de entrada do SUS, responsável por consultas de rotina, acompanhamento de gestantes, prevenção, vacinação e ações comunitárias. Com o crescimento populacional e a pressão por atendimento, o Município estruturou um projeto para ampliar a capacidade e modernizar o espaço.

Projeto, dimensionamento e estrutura planejada

Com a demanda identificada, o projeto foi dimensionado para oferecer atendimento ampliado, com ambientes específicos para cada tipo de serviço. A nova USF contará com:

  • 3 equipes completas de Saúde da Família
  • 6 consultórios médicos
  • 3 consultórios odontológicos
  • Salas de vacina, curativo, enfermagem, serviço social
  • Espaço para inalação e pré-consulta
  • Sala de reunião (fundamental para equipe multiprofissional, planejamento e ações coletivas)
  • 2 estacionamentos, melhorando acessibilidade e organização do fluxo de pacientes

Essa estrutura tem um objetivo claro: reduzir gargalos, organizar o atendimento e oferecer mais conforto à população e aos profissionais.

Recursos e modelo de financiamento

A obra foi viabilizada por um arranjo financeiro que combina contrapartida municipal e convênio estadual. Segundo o Município, 5% do valor é contrapartida da Prefeitura e o restante é fruto de convênio com o Governo do Estado, intermediado pelo deputado estadual Oziel Luiz (Batatinha), articulador dos recursos.

Esse formato é comum em projetos estruturantes, permitindo que o Município acelere entregas sem comprometer o planejamento fiscal local.

Estratégia principal: construir sem parar o atendimento

Um dos pontos centrais do projeto é a continuidade do serviço. Para evitar interrupções, a nova unidade está sendo erguida na parte de trás da USF atual. Na prática, isso permite que:

  • a unidade antiga mantenha consultas e atendimentos diários;
  • a obra siga com segurança e organização;
  • a população não fique desassistida durante o período de construção.

Esse tipo de solução exige planejamento de acesso, controle de ruídos, rotas de circulação e cronograma por fases.

Execução da obra: o que significa “52% concluída”

O percentual de execução indica que a obra já avançou em etapas estruturais e de instalação, normalmente envolvendo:

  • fundações e estrutura principal
  • alvenaria e divisão de ambientes
  • parte da cobertura e impermeabilizações
  • encaminhamento de redes (hidráulica, elétrica e dados)
  • preparação de áreas internas para acabamento

É o ponto em que a obra deixa de ser “esqueleto” e entra na fase em que os espaços passam a ganhar forma final, com instalações, acabamento e preparação para equipamentos.

Próximas fases: acabamento, equipamentos e validações

Com o avanço do cronograma, entram etapas decisivas:

  • acabamentos internos (revestimentos, pisos, pintura, iluminação)
  • finalização de redes elétricas e hidráulicas
  • adequações para consultórios e salas técnicas
  • implantação de áreas de circulação e acessibilidade
  • preparação para mobiliário, equipamentos e organização dos setores

Antes da inauguração, o processo inclui testes de funcionamento, ajustes técnicos e vistorias necessárias.

Transição: mudança para o novo prédio e demolição do antigo

Após a entrega, haverá uma etapa operacional de transição:

  1. transferência dos atendimentos para o prédio novo, com organização de equipes e fluxos;
  2. demolição da estrutura antiga;
  3. integração do espaço total para compor uma unidade completa, moderna e bem distribuída.

Esse “pós-obra” é fundamental para que a unidade atinja o padrão planejado de atendimento.


Prefeito Renato Silva: “estrutura é conforto e qualidade”

O prefeito Renato Silva reforçou que o investimento em estrutura representa melhoria de qualidade para usuários e trabalhadores do sistema:

“É um investimento para o futuro de toda comunidade. Estamos fazendo uma obra com todo carinho e atenção que os cascavelenses merecem, com toda excelência desde a estrutura física até profissional”, afirmou.



Há obras que mudam a paisagem. E há obras que mudam a vida. A nova USF do Lago Azul se encaixa na segunda categoria. Porque uma unidade de saúde, para além do prédio, é o lugar onde a cidade se encontra com suas necessidades mais humanas: dor, prevenção, cuidado, acompanhamento e esperança.

Quando o prefeito Renato Silva afirma que estrutura é sinônimo de conforto para a população e para os profissionais, ele toca em um ponto que muitas vezes é ignorado no debate público: infraestrutura é uma política de saúde. Um consultório bem dimensionado, uma sala de vacina adequada, um espaço de enfermagem funcional, uma recepção organizada e um fluxo inteligente de atendimento não são detalhes. São o que determina se o paciente será atendido com dignidade e se a equipe conseguirá entregar qualidade sem adoecer junto do sistema.

O acerto da obra começa no método. Construir atrás da unidade atual, mantendo os atendimentos, é uma decisão que exige planejamento real, e não improviso. Significa reconhecer que saúde não pode “pausar” durante meses. Quem precisa de vacina, curativo, consulta ou encaminhamento precisa hoje. E o projeto foi desenhado para que a cidade não ficasse refém do canteiro de obras.

O segundo ponto é a capacidade. Três equipes completas, seis consultórios médicos e três odontológicos não são números para enfeitar release. Isso aponta para um aumento de oferta e um redesenho do funcionamento. Atenção básica, quando bem estruturada, reduz pressão em UPA e hospital, porque resolve o que pode ser resolvido no começo do problema: prevenção, acompanhamento e controle.

Há ainda um componente que merece reconhecimento: a articulação de recursos. O modelo de financiamento, com contrapartida municipal e convênio estadual, demonstra a importância de gestão e interlocução política. Em um país onde projetos travam por falta de alinhamento, obras que andam mostram que houve negociação e decisão.

E há, por fim, o legado urbano. Após a entrega, a demolição do prédio antigo e a integração do espaço completam o ciclo: não é só inaugurar; é finalizar, integrar e deixar a unidade pronta para o futuro. Isso é planejamento.

A cidade que cuida da infraestrutura da saúde está dizendo algo importante sobre si mesma: que entende que o bem-estar do cidadão não é promessa, é prioridade. Cascavel avança quando transforma obras em serviços melhores. E serviços melhores em vida melhor.

Marcello Sampaio – Direto da Redação
O Diário Cascavel – A informação da nossa terra

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